A cobra está fumando!

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Pracinha Francisco de Paula: controvérsia sobre o primeiro tiro de artilharia da FEB.

Reza a lenda que enquanto os Estados Unidos pressionavam o Brasil para entrar na Segunda Guerra Mundial, devido à sua posição geográfica estratégica, Getúlio Vargas ironizava: “É mais fácil a cobra fumar cachimbo”. A pressão aumentou, inclusive com ameaça de invasão do território brasileiro pelos EUA. Após torpedeamentos de navios mercantes brasileiros, atribuídos aos países do eixo,  Vargas negociou financiamento para a instalação da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional – e o Brasil entrou no conflito. Após a declaração, o povo, pra não perder a piada, chacoteava:  “A cobra vai fumar” – o Brasil vai pra guerra. Atribui-se ao pracinha Francisco de Paula o primeiro tiro da artilharia da Força Expedicionária Brasileira, com a inscrição no projétil: “A Cobra Está Fumando…” – o que é contestado por boa parte dos historiadores, alegando que a foto divulgada foi apenas peça promocional da campanha brasileira. O termo se refere a algo difícil de acontecer, e quando acontece traz resultados catastróficos para os atores envolvidos. Mas o fato é que nesta quinta-feira, 29, a cobra fumou aqui em Roraima.

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Protesto dos servidores administrativos da SEFAZ no Posto Fiscal Jundiá paralisa a fronteira e tem apoio dos caminhoneiros, afirma presidente do SINTRAIMA

O presidente do SINTRAIMA – Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima, Francisco Figueira, divulgou vídeo no qual afirma que a fronteira de Roraima com o estado do Amazonas está “travada” devido ao congestionamento de veículos pesados, em decorrência da paralisação dos servidores administrativos da SEFAZ, que protestam pela falta de pagamento dos salários e o atraso do pagamento das diárias há três meses, recursos sem os quais não podem se manter durante o plantão no Posto Fiscal Jundiá, e muito menos deixar as famílias abastecidas durante a ausência em Boa Vista.

Figueira reafirma que os fiscais da ADERR – Agência de Defesa Agropecuária, responsáveis pela fiscalização de produtos hortifrutigranjeiros, aderiram ao movimento, que também recebe apoio dos caminhoneiros.

Servidores Administrativos da SEFAZ e fiscais da ADERR paralisam as atividades no PF Jundiá. Fronteira com o Amazonas está sem policiamento.

Francisco Figueira, presidente do SINTRAIMA: “o que está acontecendo aqui é desumano”.

Os servidores administrativos da SEFAZ – Secretaria de Estado da Fazenda, paralisaram as atividades nesta terça-feira, 27, no Posto Fiscal Jundiá. Conforme o presidente do SINTRAIMA – Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima, Francisco Figueira, foi deliberado pela categoria que a greve é por tempo indeterminado, “pois não há mais condições de trabalho”. Os administrativos estão há três meses sem receber diárias, e ainda não receberam o salário de outubro. Os fiscais da ADERR – Agência de Defesa Agropecuária, responsáveis pela fiscalização dos produtos de origem animal e hortifrutis que entram e saem do Estado  também aderiam à paralisação.

Segundo Figueira, além da questão salarial e das diárias em atraso, também não há qualquer policiamento que garanta a segurança dos servidores que trabalham no Posto Fiscal Jundiá: Polícia Militar, Civil ou Federal. “Hoje mesmo cerca de 12 venezuelanos entraram na reserva indígena quando ainda estava fechada. Isto porque não há qualquer policiamento na fronteira”, acrescentou o presidente do SINTRAIMA.

Os fiscais e técnicos de tributos estaduais ainda não aderiram à greve, mas sem o trabalho dos administrativos, todos os caminhões com mercadorias tributáveis terão que ser lacrados para o desembaraço em Boa Vista.

Servidores administrativos em greve no Posto Fiscal Jundiá.

O presidente do SINTTEFISCO – Sindicato dos Técnicos de Tributos Estaduais, Genival Mota, disse que a entidade não tomou nenhuma deliberação com respeito a adesão ao movimento grevista, pois não houve ainda diálogo entre os servidores administrativos do Fisco e os técnicos de tributos.

Pagamentos dos salários dos servidores estaduais sem previsão de data. Sindicatos discutem alternativas viáveis.

Presidente do SINDPOL, Leandro Almeida: ação para garantir os salários da Polícia Civil.

O Governo do Estado de Roraima está à deriva. A governadora, há muito, perdeu o domínio do leme. Não aparece mais, não dá entrevistas, não divulga uma nota sequer à população e, em especial, aos servidores públicos tanto da administração direta quanto da indireta, no tocante ao atraso e ausência de previsibilidade de pagamento dos salários.

Em seu perfil pessoal no Facebook, o presidente do Sindicatos dos Policiais Civis de Roraima (SINDPOL), Leandro Almeira, divulgou nota informando que hoje, dia 30, às 10h, está ocorrendo uma reunião com os presidentes dos sindicatos de servidores públicos na sede do SINDPOL para tratar do atraso dos pagamentos dos servidores.

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A proposta da esquerda para um governo que sequer começou é a ingovernabilidade

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Bolsonaro comemorando a vitória com o seu eleitorado, à distância, ainda com a bolsa de colostomia, sob forte aparato de segurança, após a tentativa de homicídio sofrida e a detecção de um novo atentado pelo crime organizado. Foto: divulgação internet.

Passada a eleição, confirmado o vencedor. Agora temos um presidente de todos os brasileiros e brasileiras. Todos juntos para reconstruir o Brasil. Certo? Infelizmente não. A vitória de Jair Bolsonaro (Partido Social Liberal) tem um significado especial. O primeiro deles é a derrota do PT – Partido dos Trabalhadores. Mas não o seu fim! O PT ainda garantiu a maior bancada na Câmara Federal, ao menos por enquanto. Será uma oposição encarniçada, junto a outros partidecos vermelhos, que já começaram a se articular formando a “Frente Democrática”. Apostar no quanto pior melhor é uma das mais marcantes características do PT. A amostra grátis está na diferença entre os discursos de Bolsonaro e Haddad, logo após o resultado oficial da eleição. De um lado Bolsonaro falou como presidente da nação. De outro, Haddad dividiu os eleitores entre os que votaram em Bolsonaro e os que votaram no PT, que agora, segundo Haddad, terá a tarefa de “defender” os 45 milhões de brasileiros que não votaram no presidente eleito. Destaque ainda para o discurso de ódio e intolerância do ex-candidato Guilherme Boulos (PSOL), que reforçou a divisão e já convocou esses 45 milhões de eleitores como milicianos para ocupar as ruas em manifesto de oposição a Bolsonaro – antes mesmo que este sente na cadeira presidencial.

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