A esquerda conservadora tupiniquim

As experiências de governos de esquerda têm deixado rastro de fome, dor, sofrimento e morte. O totalitarismo não admite alternância de poder, usando todos os meios possíveis para conservar a hegemonia, inclusive assassinato, como pudemos ver nas eleições presidenciais de 2018. Imagem: Iba Mendes.

Ainda estamos em 2018. A transição está sendo gradativa. É preciso que os setores da esquerda conservadora despertem e percebam que as coisas estão mudando, com ou sem “resistência”.

O comentário acima foi escrito na apresentação de um artigo deste blog no Facebook. Um amigo comentou: “Esquerda conservadora é ótimo… kkk”. Eu respondi:

A esquerda é conservadora em toda a nossa experiência histórica, uma vez no poder. Não admite adversários, eleições livres e diretas. Não tolera posições contrárias.

A propaganda ideológica implantou no consciente coletivo que esquerda significa democracia, liberdade de expressão, liberdade de identidade sexual, respeito aos direitos humanos, direito das “minorias” – em uma palavra: progressista –, enquanto direita é sinônimo de conservadorismo social, oposto a todas as liberdades e direitos.


Nicolás Maduro é um exemplo contemporâneo da radicalização da esquerda após assumir o poder. O povo venezuelano sofre uma diáspora para fugir da fome e dos assassinatos das milícias bolivarianas. Enquanto isto expoentes da esquerda brasileira vão à sua posse e declaram apoio incondicional ao seu governo. Imagem: Instituto Liberal.

A experiência histórica demonstra que as coisas não são bem assim. Todas as liberdades e direitos hoje utilizados como estandartes pela esquerda surgiram em países ditos capitalistas, em sociedades liberais conservadoras. Na prática os governos de esquerda tornam-se radicais conservadores quando assumem o poder, não admitindo alternância, adversidades, heterogeneidade de pensamento, ou seja: rejeitam os valores da democracia ocidental.

Infelizmente este é um fato que estamos vivenciando atualmente no Brasil. Jair Bolsonaro era o candidato da extrema-direita, porta-voz da violência urbana ao defender o uso de armas pelo cidadão. O candidato da esquerda era o cavaleiro da democracia e da liberdade, prometendo “desencarcerar” os presos por “pequenos delitos”. E quem sofreu uma facada em atentado contra a vida? O candidato da direita. E por quê? Segundo o próprio Adélio, autor da facada, tentou matar Bolsonaro porque não gostava do seu discurso, “sentia nojo só de ouvir”. E quantos de nós não se indispôs ou mesmo perdeu amigo da esquerda durante a campanha devido à intolerância?

É certo que as esquerdas – PT, PSOL & Cia – não aceitam a derrota e vão tentar desestabilizar o governo Bolsonaro de qualquer jeito, mesmo que para isso levem o país ao caos na Segurança, social e econômico. Têm gordura pra queimar. Nas últimas décadas as universidades têm produzido intelectuais orgânicos que hoje atuam na imprensa, nos meios culturais e, principalmente, nas escolas e nas próprias universidades, formando cientistas jurídicos que serão delegados, promotores e procuradores de Justiça, juízes e defensores públicos. Políticos ocupantes de cargos no Legislativo e no Executivo.

Está clara a formação de uma ampla frente de esquerda, não só no Congresso Nacional, mas com repercussão na imprensa, órgãos e entidades internacionais que tentarão, por todos os meios, descredibilizar, não só o governo Bolsonaro, como todos os governos liberais que estão se implantando, sobretudo na América Latina, que era a grande esperança da esquerda internacional.

Neste sentindo, o jornalista estadunidense Glenn Greenwald, cujo companheiro, David Miranda, substituirá Jean Wylys na cadeira de deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, já começou a artilharia. Divulgou um vídeo no qual acusa o “Clã Bolsonaro” de corrupção, envolvimento com milícias e, inclusive, deixa a entender participação indireta no assassinato da vereadora Marielle Franco, também do PSOL.


O movimento pelos direitos dos homossexuais tem o seu marco no bar Stonewall Inn em Nova Iorque – EUA, 1969.
O termo feminismo é atribuído ao francês Charles Fourier em 1837. A primeira onda do feminismo se deu entre os séculos XIX e início do século XX, no Reino Unido e Estados Unidos. Foto: Parada do sufrágio feminista – Nova Iorque, maio/1912. Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Tarefa para o lar: pesquisa sobre alternância de poder, direitos humanos, minorias LGBT+, minorias raciais, distribuição de renda e acesso a serviços públicos como Saúde e Educação nos países “socialistas/progressistas” como Rússia, Cuba, Coreia do Norte, Nicarágua e Venezuela, com destaque para a China Maoista e os países da Cortina de Ferro durante a Guerra Fria.

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