A esquerda conservadora tupiniquim

As experiências de governos de esquerda têm deixado rastro de fome, dor, sofrimento e morte. O totalitarismo não admite alternância de poder, usando todos os meios possíveis para conservar a hegemonia, inclusive assassinato, como pudemos ver nas eleições presidenciais de 2018. Imagem: Iba Mendes.

Ainda estamos em 2018. A transição está sendo gradativa. É preciso que os setores da esquerda conservadora despertem e percebam que as coisas estão mudando, com ou sem “resistência”.

O comentário acima foi escrito na apresentação de um artigo deste blog no Facebook. Um amigo comentou: “Esquerda conservadora é ótimo… kkk”. Eu respondi:

A esquerda é conservadora em toda a nossa experiência histórica, uma vez no poder. Não admite adversários, eleições livres e diretas. Não tolera posições contrárias.

A propaganda ideológica implantou no consciente coletivo que esquerda significa democracia, liberdade de expressão, liberdade de identidade sexual, respeito aos direitos humanos, direito das “minorias” – em uma palavra: progressista –, enquanto direita é sinônimo de conservadorismo social, oposto a todas as liberdades e direitos.

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A proposta da esquerda para um governo que sequer começou é a ingovernabilidade

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Bolsonaro comemorando a vitória com o seu eleitorado, à distância, ainda com a bolsa de colostomia, sob forte aparato de segurança, após a tentativa de homicídio sofrida e a detecção de um novo atentado pelo crime organizado. Foto: divulgação internet.

Passada a eleição, confirmado o vencedor. Agora temos um presidente de todos os brasileiros e brasileiras. Todos juntos para reconstruir o Brasil. Certo? Infelizmente não. A vitória de Jair Bolsonaro (Partido Social Liberal) tem um significado especial. O primeiro deles é a derrota do PT – Partido dos Trabalhadores. Mas não o seu fim! O PT ainda garantiu a maior bancada na Câmara Federal, ao menos por enquanto. Será uma oposição encarniçada, junto a outros partidecos vermelhos, que já começaram a se articular formando a “Frente Democrática”. Apostar no quanto pior melhor é uma das mais marcantes características do PT. A amostra grátis está na diferença entre os discursos de Bolsonaro e Haddad, logo após o resultado oficial da eleição. De um lado Bolsonaro falou como presidente da nação. De outro, Haddad dividiu os eleitores entre os que votaram em Bolsonaro e os que votaram no PT, que agora, segundo Haddad, terá a tarefa de “defender” os 45 milhões de brasileiros que não votaram no presidente eleito. Destaque ainda para o discurso de ódio e intolerância do ex-candidato Guilherme Boulos (PSOL), que reforçou a divisão e já convocou esses 45 milhões de eleitores como milicianos para ocupar as ruas em manifesto de oposição a Bolsonaro – antes mesmo que este sente na cadeira presidencial.

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Nordeste resiste e Bolsonaro tem maioria nas capitais. Segundo turno promete virada no Ceará

O primeiro turno para a eleição presidencial no Brasil terminou com Jair Bolsonaro (PSL) na frente, levando 46,02% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT) em segundo com 29,28%. A polarização entre os dois candidatos que vão disputar o segundo turno em 28 de outubro próximo somou 75,31% dos votos válidos, enquanto os outros 11 candidatos ficaram com os 24,69% dos votos válidos restantes, considerando ainda 20,33% de abstenção, 6,14% de votos nulos e 2,65% de votos em branco. Destaque para o fato de Bolsonaro vencer em 17 estados e Haddad em 9 – oito do Nordeste e o Pará. O único estado onde nenhum dos dois primeiros colocados venceu foi o Ceará, reduto político do terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT).

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Não se acovarde! Chame para si a responsabilidade pelo seu voto!

No próximo dia 07 de outubro iremos às urnas na eleição presidencial mais polarizada dos últimos tempos. De um lado temos o candidato Jair Bolsonaro (PSL) e do outro o Partido dos Trabalhadores, defendido por Fernando Haddad. Todos os demais candidatos são coadjuvantes no processo eleitoral. Pra simplificar as coisas, vamos estabelecer uma disputa entre a direita e a esquerda. Candidatos de direita temos o próprio Bolsonaro, Amoêdo, Meirelles e Álvaro Dias. Esquerda: Haddad, Boulos, Daciolo, Marina e Ciro – não necessariamente nessa ordem, pois Ciro Gomes não tem qualquer identidade com ideologia de esquerda, e o seu partido, PDT, não defende o pensamento marxista, mas trabalhista. Contudo, ao lado do PT, é signatário do Foro de São Paulo. O cálculo é simples: quem não vota em Bolsonaro, não importa em qual candidato vote, vota no PT.

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Manifesto acusa candidatura Bolsonaro de ser ameaça à democracia. Seria mesmo Bolsonaro a ameaça?

O manifesto Democracia Sim, assinado por personalidades como Alexandre Nero, Alessandra Negrini, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Dimenstein, Ivo Herzog, Drauzio Varella, Miguel Reale Jr. e outros, faz a seguinte acusação: “(…) mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós“. Os autores afirmam que os signatários têm perfis diferentes, trajetórias pessoais e públicas variadas, com defesas de causas, ideias e projetos distintos para o Brasil, “muitas vezes antagônicos”.

O documento não postula em favor de outra candidatura, apenas a rejeição de Bolsonaro: #elenão. Em entrevista para o site da revista Veja, o advogado José Marcelo Zacchi diz que “o texto foi redigido por cerca de quinze pessoas (grifamos), que são ligadas a movimentos de renovação política como o Nova Democracia e o Pacto Pela Democracia, entre outros”. Zacchi diz ainda que o “processo transcorreu nas últimas quatro semanas, mas que o alarme foi aceso diante de declarações recentes da campanha do PSL, que aumentaram nesses grupos o receio de uma ruptura democrática no país”. O advogado e apresentador do programa Navegador, da Globo News, afirma que o manifesto foi “assinado por cerca de 350 personalidades, entre artistas e especialistas de diferentes áreas e tendências ideológicas”.

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Campanha difamatória contra Bolsonaro abafa o que realmente deve ser debatido: a corrupção nos anos PT e a atual conjuntura brasileira

Imagem relacionadaA polarização do processo eleitoral entre a esquerda e Jair Bolsonaro tem resultado em acirrada campanha difamatória contra o candidato à Presidência pelo PSL – Partido Social Liberal. A Tag #elenão tem ocupado um espaço nas redes sociais – hoje o principal palco de discussão – que deveria ser usado para o que realmente interessa: os anos de corrupção do governo PT, o Mensalão, o Petrolão, o rombo no BNDES, a Operação Lava Jato e seus desdobramentos, os rombos nos fundos de pensão da Petrobrás e Correios, a situação da economia, da segurança, saúde e educação no País. Afinal, após 21 anos de governos de esquerda – oito do PSDB e mais 13 do PT -, o catastrófico quadro aqui descrito en passant é legado destes dois partidos.

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Campanha mostra eleitorado conservador e intolerante

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O candidato Jair Bolsonaro surge como a única alternativa viável para se contrapor à esquerda pró-bolivariana

Roraima é o estado brasileiro mais isolado do país. Também o mais insignificante em termos eleitorais. O único candidato que “perde seu tempo” reportando-se a Roraima é Jair Bolsonaro. Um segundo já se reportou duas vezes: Ciro Gomes chamou os roraimenses de canalhas e, em caravana pela capital, Boa Vista, chamou um repórter, que lhe questionou sobre tal assertiva, de “filho da puta” e ainda mandou cabos eleitorais prendê-lo.

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