
Circula nas redes sociais uma imagem profundamente desonesta, carregada de desinformação, preconceito e uma perigosa inversão da realidade. Essa peça tenta, de forma rasteira, equiparar o Estado de Israel e os judeus ao regime teocrático dos aiatolás do Irã, sugerindo que haveria uma suposta “teocracia judaica” que controlaria os rumos dos Estados Unidos e de Israel.
Pois bem, é dever ético, jornalístico e moral desmontar essa mentira — não apenas em nome da verdade, mas em defesa da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e da própria civilização ocidental.
Israel: Uma Democracia Plena no Oriente Médio
Vamos aos fatos. Israel não é uma teocracia. É, na verdade, a única democracia plena em funcionamento no Oriente Médio. É um país onde convivem judeus, muçulmanos, cristãos, drusos e outras minorias religiosas. Onde mulheres votam, são juízas da Suprema Corte, primeiras-ministras e generais. Onde pessoas LGBTQIA+ têm direitos garantidos por lei. Onde há liberdade de imprensa, de expressão e de culto — pilares civilizatórios que simplesmente não existem na esmagadora maioria dos países vizinhos.
Em Israel, um muçulmano pode ser deputado, ministro, diplomata, prefeito e até juiz da Suprema Corte, como de fato ocorre. Isso é absolutamente inimaginável em qualquer país sob domínio teocrático ou ditatorial no Oriente Médio.
O Regime Iraniano: A Teocracia Mais Aterradora do Século XXI
Se existe um regime teocrático repugnante, abominável e uma ameaça à humanidade, este regime atende pelo nome de República Islâmica do Irã.
Sob o domínio dos aiatolás desde 1979, o Irã:
- Enforca homossexuais em praça pública.
- Prende, tortura e mata mulheres que se recusam a usar o véu islâmico.
- Persegue e extermina minorias religiosas como bahá’ís, cristãos, judeus, zoroastristas e ateus.
- Exporta o terrorismo internacional através de milícias como o Hezbollah, Hamas, a Jihad Islâmica e os Houthis.
- Trabalha dia e noite para construir armas nucleares, não para defesa, mas para cumprir seu juramento genocida de “varrer Israel do mapa”, como constantemente declara o Líder Supremo Ali Khamenei.
- Mata opositores, inclusive no exílio, e mantém uma população inteira refém do medo, da opressão e da miséria.
O povo iraniano, aliás, é a maior vítima desse regime. Milhares de jovens, mulheres e intelectuais, nas ruas de Teerã e de outras cidades, gritam com coragem: “Mulher, Vida, Liberdade” — muitos sendo brutalmente assassinados por isso.
A Perigosa Mentira Antijudaica
A acusação de que existe uma “teocracia judaica comandando os EUA e Israel” não é apenas falsa: é, na verdade, reciclagem do mais vil antissemitismo histórico. É uma nova roupagem dos Protocolos dos Sábios de Sião, da propaganda nazista e dos discursos de ódio que, ontem, alimentaram o Holocausto, e hoje buscam justificar a destruição de Israel e o assassinato de judeus.
Nos Estados Unidos, judeus são apenas 2% da população. Em Israel, cerca de 20% da população é árabe (muçulmana ou cristã) — todos com direito a voto, a serem eleitos, a viverem com dignidade e a participar plenamente da vida política e econômica do país.
Onde, exatamente, existe teocracia?
Quem Realmente Ameaça o Mundo Islâmico
O maior inimigo do mundo árabe e islâmico não é Israel. É o Irã.
Pergunte aos sauditas, aos emiradenses, aos bareinitas e aos marroquinos, que hoje assinam acordos de paz e cooperação com Israel. Eles sabem, melhor do que qualquer analista de gabinete, que o projeto imperialista dos aiatolás não se limita a Tel Aviv ou Jerusalém.
Eles desejam submeter toda a região ao seu modelo teocrático xiita, derrubando governos árabes sunitas, destruindo sociedades e espalhando terrorismo, do Líbano ao Iêmen, do Iraque à Síria.
A Vergonha do Governo Brasileiro
E, lamentavelmente, o governo brasileiro se posiciona do lado errado da história. Em vez de se alinhar às democracias, aos países livres, às nações que defendem os direitos humanos e a civilização, o Brasil escolhe ser cúmplice da ralé internacional.
- Defende ditaduras como Irã, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e Nicarágua.
- Se abstém ou vota contra resoluções que condenam violações de direitos humanos, perseguições religiosas, opressão contra mulheres, jornalistas e minorias.
- Estende tapete vermelho para déspotas e assassinos, ao mesmo tempo em que trata com desdém democracias como Israel, Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia.
O Itamaraty, que já foi um dos corpos diplomáticos mais respeitados do planeta, hoje se ajoelha aos regimes mais brutais, retrógrados e antidemocráticos do mundo.
Conclusão: De Que Lado Você Está?
Esse tipo de desinformação que circula nas redes, travestida de crítica política, não é análise. É propaganda de ódio.
- De um lado, um Estado democrático, plural, tecnologicamente avançado, que floresce no deserto e oferece vida digna a seus cidadãos: Israel.
- Do outro, um regime medieval, opressor, misógino, homofóbico, genocida, que enforca crianças, mutila mulheres e financia terroristas: Irã.
- E, vergonhosamente, o governo brasileiro, que escolhe a companhia dos piores — dos piores ditadores, dos piores algozes da liberdade e da dignidade humana.
Não se trata de escolher entre teocracias. Trata-se de escolher entre a civilização e a barbárie. Entre a vida e a morte. Entre a liberdade e a escravidão.