Foro por Prerrogativa de Função: Um Privilégio que Viola o Devido Processo Legal

Bolsonaro e Alexandre de Moraes
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes: réu e juiz. Foto: Antônio Augusto/TSE.

Com a proximidade do julgamento da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Alexandre Ramagem e Almir Garnier, marcado para os dias 25 e 26 de março pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes – relator -, Carmem Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux, um cenário de fundo nos preocupa: a imparcialidade dos mencionados juízes para julgar o caso concreto, visto que, pelo menos, Zanin, Moraes e Flávio Dino, são EVIDENTEMENTE comprometidos com os fatos. E.g., todos os argumentos cautelares das defesas foram decididos improcedentes, até agora. Independente dos fatos, da autoria e dos atores envolvidos, o processo que iniciará, caso – e ceretamente será! – aceita a denúncia, estará configurado como um processo de inquisição promovido por um tribunal de exceção.

No artigo de hoje, trago uma reflexão crítica sobre o foro por prerrogativa de função — uma figura que, sob o pretexto de proteger a função pública, termina por subverter pilares essenciais do processo penal democrático. A ausência de duplo grau de jurisdição, o desvio de função dos tribunais superiores e a crescente confusão entre investigar e julgar são apenas alguns dos problemas estruturais que esse instituto revela. É hora de repensá-lo à luz dos princípios constitucionais que deveriam nortear o funcionamento da Justiça em um Estado de Direito.

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Polarização Política: Ideologia e Religião como Instrumentos de Poder

Ilustração: ChatGPT

A polarização política tem se intensificado no Brasil e no mundo, reduzindo o debate público, sobretudo nas redes sociais, a uma sequência binária, maniqueísta: sim-não, preto-branco, direita-esquerda, Deus-Diabo, bem-mal… ignorando a complexidade das ideias e a análise lógica dos fatos históricos, correlacionados ao presente, demonstrando a preguiça intelctual que a tecnologia nos permite desfrutar. Em grande parte, essa radicalização decorre da instrumentalização de dois elementos fundamentais da cultura humana: a ideologia e a religião, que geram “códigos” de validação de um determinado enunciado: “Eu sou de direita. Trump é de direita. Logo, tudo o que ele diz e faz está certo”. ‘Eu sou cristão. Então, tudo o que o líder religioso diz e faz está justificado pela Palavra”. Ponto. Ideologia e religião, quando usados sem reflexão crítica, tornam-se ferramentas eficazes para manipular massas e consolidar o poder de políticos inescrupulosos. Neste artigo, exploraremos tais definições, seu uso como instrumentos de dominação e a forma como contaminam a mente humana, dificultando um pensamento livre e racional.

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