A data foi instituída no ano de 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI). É uma explícita homenagem a João Líbero Badaró, médico e jornalista assassinado por adversário políticos no ano de 1830. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Roraima inicia uma mobilização junto à categoria dos jornalistas do Estado para a sua sindicalização. Segundo o presidente do Sinjoper, Paulo Thadeu Franco das Neves, o significado do dia trás uma reflexão sobre a importância da profissão dos jornalistas para a democracia e a luta pelos direitos humanos. “Estamos elaborando um plano de ação da diretoria junto à nossa classe. O fortalecimento dos sindicatos e da nossa federação de jornalistas, a Fenaj, além da valorização do diploma de jornalista, continuam na ordem do dia”, destacou Thadeu.
Mais informações :
www.sinjoper.org.br
(95) 99156-1353.
Assis Cabral
SINJOPER elege nova diretoria nesta terça-feira 29
Edital n.º 021/2022 Eleição Diretoria/Conselho Fiscal/Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper)
E L E I Ç Ã O 2022
A Comissão Eleitoral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Roraima (Sinjoper), torna público a eleição para a Diretoria do Sinjoper, que ocorrerá no dia 29 de março de 2022, na modalidade online, para o triênio 2022-2025, no horário das 9h às 17h na plataforma do sindicato. Apenas uma chapa concorre para a Diretoria, Conselho Fiscal e à Comissão de Ética.
Chapa Jornalista Márcia Seixas- Em Defesa dos Jornalistas.
Comissão Eleitoral


Quando a política partidária vira religião e o político de carreira torna-se Deus, não se sustentam mais os argumentos lógicos

Em recente acirrada discussão de casal, a contendora não se conformava com a derrota dialética, e trazia ao debate cada vez mais argumentos, e argumentos mais e mais desprovidos de fundamentos. Até que o marido apela pro bom senso: “Ai, meu Deus! Será que tu não percebes que isso não faz sentido? Que tu não tens a mínima razão?” Tal intervenção inflamou ainda mais a belicosidade da mulher amada, com a típica alteração de voz e incremento nas palavras. Nessa altura o cônjuge varão abre o Instagram, o que raramente faz, e Deus – ou o algoritmo -, ouvindo o seu clamor, mandou uma mensagem:
“Mais vale paz do que razão, quando se está com a consciência tranquila.”
Então o silêncio fez-se seu argumento, com olhar de indiferença num semblante sereno. E diante de si viu a verdadeira face de Lúcifer – pelo resto do dia. E sua alma, em posição de lótus, estampou o sorriso dos vencedores.
Esta breve introdução ilustra o ambiente polarizado no qual vivemos nos últimos anos, no Brasil e no mundo.
Pela publicação do artigo Inflação: o dragão voltou?, recebi elogios, mas também várias críticas de leitores, inclusive amigos queridos, admiradores do presidente Bolsonaro, em síntese, me ridicularizando por atribuir ao mandatário do Executivo a responsabilidade pelo atual estágio inflacionário no País:
“Vou rir porque é piada, a piada é boa. Kkkkkkkk. Veja aí a inflação no mundo e o que tem motivado essa escalada do aumento de tudo”.
“Querer atribuir ao PR a escalada inflacionária de repercussão mundial impelida pela grave crise pandêmica global, causada por engodos comunistas com respaldo da OMS é de uma diarreia intelectual sem precedentes, apenas fomentado por esquerdopatas malditos e satânicos. Fiquem em casa, que depois a economia a gente ver.”
“Ótimo texto, parabéns! Em minha ótica vejo que hoje estamos pagando o preço de erros das medidas econômicas tomadas em governos anteriores, a falta de uma política econômica e social que vislumbrasse um país pujante em crescimento foi muito falha. Assim como você, vi de perto essa inflação de 1000%, os preços amanheciam um valor e horas depois já eram outros. Mas, como bom brasileiro, torço para que esse atual governo consigo ver e seguir um caminho de prosperidade, isso falo independente de partidos.
“Ninguém se preparou pra essa pandemia. O mundo está de quatro. Aqui no Brasil não se uniu forças para combater a Covid… aqui tentou se construir um discurso para derrubar o presidente.”
Governo de Roraima envia projeto à Assembleia Legislativa para criação da Fundação de Amparo à Pesquisa

O governador do Estado de Roraima assina nesta sexta-feira, 15 de outubro, o projeto de lei que cria a Fundação de Amparo à Pesquisa. A exemplo de outros estados, trata-se de um órgão de fomento à pesquisa e difusão do conhecimento. Para Fábio Martinez, presidente do Conselho Regional de Economia da 27ª Região, que compreende o Estado, Roraima é um dos poucos estados – se não o único – que não têm uma Fundação de Amparo à Pesquisa, “que nada mais é do que uma instituição pública que fomenta a pesquisa acadêmica, e o obetivo basicamente é a elaboração e execução de projeto de pesquisa, ensino e extensão universitária no desenvolvimento institucional, científico e tecnológico”. E dentre as atribuições do economista está a pesquisa.

Inflação: o dragão voltou?

Sou da geração que sofreu os danos da inflação nos anos 80, a “década perdida”. Era bancário quando, numa manhã de terça-feira, 28 de fevereiro de 1986, cheguei no trabalho e fui informado, como os demais colegas, que não haveria expediente. Ninguém tinha ideia do porquê. Nem os gerentes. Um deles ainda arriscou que seria uma celeuma entre a FEBRABAN e o governo federal, presidido por José Sarney. Mas na verdade se tratava do Plano Cruzado: tabelamento e congelamento geral de preços, ensejando o surgimento do “fiscal do Sarney”. Foram cortados três zeros do velho cruzeiro, com a intenção de promover em 1.000% o poder de compra da nova moeda, o cruzado – primeiro plano heterodoxo de relevância no Brasil. A imprensa, em geral, apoiou. A classe empresarial e a maioria do staff político – menos o PT, claro!
Apesar de que a ideia seria descongelar os preços seletiva e gradativamente, o sucesso do plano foi tanto que o presidente decidiu manter o congelamento até às eleições, em outubro – não obstante os protestos do ministro da Fazenda, Dilson Funaro. Pra mim, figura icônica foi uma charge da revista Veja: Sarney com a perna congelada e Funaro tentando quebrar o gelo com formão e marreta. No final tudo isso virou folclore.
O fator Bolsonaro e a ameaça da esquerda
Precisamos manter a serenidade e o senso crítico.
Se perdermos o senso crítico, então não teremos mais nada!
No sábado, 24 de julho/2021, manifestações anti-Bolsonaro se espalharam pelo Brasil, lideradas por “movimentos sociais” e entidades representativas de classe, em “defesa da democracia e do combate à pandemia da Covid-19”, com palavras de ordem pela queda do presidente democraticamente eleito. Teve quebra-quebra, aglomerações com pouquíssimo, ou nenhum, distanciamento, e o surgimento de um novo movimento: “Revolução Periférica”, que ateou fogo à estátua do bandeirante Borba Gato, em São Paulo.
Os amantes de Sophia

Outro dia, assistindo a um vídeo do Felipe Castanhari sobre a biografia do Stephen Hawking, retornei á minha adolescência, quando visionava ser autor de ficção científica. Para isto, queria seguir os passos do Arthur Clarke[1], que era físico e matemático, ou seja: ter uma base teórica para o que escreveria. Mas o tempo se encarregou de mudar esse ideal e tornei-me um economista frustrado.
Mesmo como economista, ainda nutri a (mera) esperança de me tornar um matemático amador, como Fermat. Cheguei e iniciar o curso de Matemática na Universidade Federal de Roraima, mas, enquanto cursava o segundo ano, fui aprovado no vestibular pra Direito e mudei de curso. Outra frustração[2].
Como pano de fundo de todo esse ideal em “dominar” a Física e a Matemática, incluindo a astronomia e a teoria quântica, estava o estudo de tudo o que considero mais importante no Universo. Mais até do que o próprio Universo: a inteligência! Ou, se quiserem ser mais religiosos: a alma humana, o que inclui, óbvio, o comportamento humano.
A DISTOPIA DO SÉCULO XXI

Quando a lua estiver na Sétima Casa
E Júpiter se alinhar com Marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor guiará as estrelas
Este é o amanhecer da era de Aquário
Idade de Aquário
Recorrentemente me refiro ao século XX. Talvez pelo fato de nele ter nascido. Nele nasceu também o meu primeiro filho. Assim, tenho dois filhos em dois séculos diferentes – nada mal!
Século fascinante, por bons e maus motivos. Tivemos a gripe espanhola e duas guerras mundiais – a Segunda trouxe a reboque a era nuclear. Também não podemos – nunca! – esquecer do holocausto. O comunismo, que derivou para o Leste europeu, Ásia e Sul da América, resultando na Guerra Fria, que de fria não teve nada.
Foi o século das luzes e das trevas. Da belle époque, da geração perdida de Gertrude Stein, Hemingway, James Joyce, Scott Fitzgerald… e da grande depressão de 29. Foi o século de Gandhi, Einstein, Pierre e Mary Curie. Mas também de Churchill, Guilherme II, Hitler, Mao Tse-tung e Stálin. No ocaso, foi o século da utopia, com o movimento hippie em busca da Era de Aquário.
Dia do Jornalista


Neste 07 de abril comemora-se o dia do jornalista. Reza a lenda que esta data, enquanto deferência à profissão, foi criada em homenagem ao médico e jornalista de orígem italiana Giovanni Battista Líbero Badaró. Apesar da confusão, não foi nessa data em que Badaró foi assssinado, mas em 21 de novembro de 1830. No dia 07 de abril, em 1831, Dom Pedro I abdicou ao trono brasileiro. Como Badaró fora um ferrenho crítico ao então imperador, atribui-se o seu assassinanto a essa oposição, sem, contudo, qualquer evidência de que Pedro I tivera qualquer participação, direta ou indirieta, no crime. Desta forma, no dia da abdicação, 07 de abril de 1831, a ABI – Associação Brasileira de Imprensa, instituiu a data comemorativa, referenciando-a ao jornalista morto.

A GUERRA DOS GAMBITOS
O repórter sentou-se à mesa. Apoiou a cabeça com a mão direita, expressando perfil de lamento. Olhou para a olivetti à sua frente. A velha companheira de trabalho nunca lhe parecera tão distante, tão ensimesmada. Tantas vezes suas teclas ditaram-lhe a pauta do dia, boa parte merecendo chamada de primeira página. Mas hoje…
Olhou para o maço de papel jornal ao lado da máquina. As folhas estavam em branco. Acabaram-se as laudas pautadas. Contraditoriamente, foi um alívio, pois agora tinha alguma coisa para teclar. Colocou a folha no rolo da máquina, ajustou o papel e bateu nove pontos, teclando 1 no décimo toque, e assim sucessivamente: 2 no vigésimo, e 3 no trigésimo. Ali estavam definidos os trinta toques da linha, e observou que o espaçamento entre as linhas já estava no número 2. Isto era importante, depois que se tornou free lancer: um dólar por lauda de 30 linhas, pagos tão logo o editor-chefe aprovasse o texto.
Mas o quê escrever hoje? Perdera o melhor amigo, há uma semana. E hoje, justamente hoje, a mulher daquele melhor amigo também morrera. Ela, a quem admirava em secreto, com aquele corpão de dar água na boca. Enquanto rezava para que se recuperasse, às vezes aquele diabinho lhe soprava no ouvido: “Agora é a tua vez! Quem sabe…?” – mas logo espantava o tal diabinho com o anjinho que dizia: “Não deveis cobiçar a mulher do próximo!” E então resolvia o conflito não dando ouvidos ao demônio, nem ao anjo. Só à sua consciência: “Eu vou dar tempo ao tempo. O futuro dirá!”