Sala de Visita – Flávio José Soares Aguiar

Este é um espaço oferecido a convidados. São artigos, crônicas, entrevistas, poemas… Enfim, uma conversa a três: o leitor, a visita e o autor do blog. O leitor poderá participar enviando comentários.

O nosso primeiro visitante é o meu amigo de várias décadas Flávio José Soares Aguiar. O seu currículo é tão extenso que vamos resumir: professor, engenheiro, mestre e doutor em robótica. Aficionado em caiaque.

A conversa que o Flávio nos traz é uma introspecção sobre trechos do livro O Príncipe, de Nicolau Maquiavel[1] (1469-1527), e a política contemporânea praticada no Brasil. É a sua visão particular sobre o tema.

MAQUIAVEL

Por Flávio José Soares Aguiar

O Príncipe foi publicado postumamente em 1532

 

Em seu livro “O Príncipe” Maquiavel discute as ações que os poderosos devem tomar para se manter no poder. Tornou-se famoso por conta dos conselhos, digamos… pouco éticos. Coisas como “se tiver adversários que possam se tornar poderosos, elimine-os”. Nestes tempos de eleições cabe refletir sobre este tema sempre tão recorrente.

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Brasileiros e venezuelanos são autores e vítimas da violência em Roraima. O crime organizado se consolida. Ausência do Estado é a principal causa

Venezuelanos acampados na Praça Simão Bolívar, em frente à Rodoviária Internacional de Boa Vista

Ontem um amigo de Manaus me repassou matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, datada de 05 de janeiro de 2018, autoria de Marco Antônio Carvalho, enviado especial, sob o título “PCC recruta venezuelanos em prisão de Roraima e amplia frente internacional”[1]. O repórter desenha um quadro que nós, boa-vistenses, temos vivenciado no dia-a-dia: a cidade completamente tomada por venezuelanos. Tal fenômeno não se resume apenas à capital, mas a todo o interior do Estado, com o agravamento do quadro de violência, que já vinha em curva ascendente sem a colaboração internacional. Os brasileiros não guardam o privilégio de serem as únicas vítimas. Os próprios irmãos venezuelanos têm procurado as autoridades de segurança pública pedindo providências contra seus patrícios criminosos.

Hoje à noite, 19 de março de 2018, um telejornal local[2] veiculou matéria em que refugiados venezuelanos acampados na Praça Simão Bolívar, em frente à Rodoviária Internacional de Boa Vista, pedem às autoridades maior policiamento ostensivo, pois estão ocorrendo roubos de eletroeletrônicos e bicicletas no local, e os ladrões são… venezuelanos! Em resposta a autoridade policial disse, em outras palavras, que já realiza o policiamento naquela área e não pode realizar buscas dos objetos roubados nas barracas porque são consideradas domicílios e, portanto, invioláveis; apenas em caso de flagrante delito ou mediante mandado judicial. Senti na alma a frustração dos reclamantes: vai ficar por isso mesmo! – a realidade cotidiana dos brasileiros.

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Review: A Boa Vista Que Não Queremos

No dia 08 de setembro de 2007 publiquei este artigo no meu antigo blog. São 10 anos e meio e, infelizmente, a violência urbana continua tema corrente, só se agravando. Além das migrações nordestinas, agora temos a imigração: os discretos haitianos e os não tão discretos venezuelanos.

Olhando para esses últimos 10 anos, acho que Boa Vista degradou – no que pese dois shoppings, quando não tínhamos um sequer; o aumento da malha asfáltica, a internet de fibra ótica… Mas na soma e subtração, a qualidade de vida caiu. E o pior: a tendência permanece de queda. Deixo o texto de 10 anos atrás para que o leitor, se tiver paciência de ir até o fim, chegue às suas próprias conclusões.

Gostaria de receber muitos comentários me desmentindo, dizendo que a qualidade de vida do boavistense aumentou, hoje a cidade é mais segura, temos mais leitos hospitalares disponíveis, superávit de carteiras escolares, e a oferta de serviços médico-odontológicos atende plenamente às necessidades do munícipe. Gostaria também que o leitor pudesse demonstrar a atuação constante e progressiva do poder público, em todas as suas esferas, respondendo satisfatoriamente às demandas sociais com planejamento de longo prazo. Fica o artigo:

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A Alienação da Esquerda Petista

Eu nasci em janeiro de 1965, menos de um ano após o golpe de 64, em plena era Castelista, referência ao primeiro presidente militar Humberto de Alencar Castelo Branco. Conforme a série de livros-documentos escritos pelo jornalista Elio Gasperi, foi o período da Ditadura Envergonhada: não houve tortura institucionalizada, o presidente demonstrava o firme propósito de entregar o cargo a um civil eleito pelo voto direto, o movimento “revolucionário” tinha amplo apoio popular e empresarial.

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