
O presidente venezuelano Nicolás Maduro tenta, a todo custo, evitar a entrada de gêneros alimentícios e remédios da ajuda internacional no território do seu país. A medida é óbvia: com a ajuda humanitária o seu governo perde poder e prestígio interno, e sucumbe à interferência externa. Maduro nega ainda que haja uma crise humanitária na república bolivariana.
Na fronteira Brasil/Venezuela o patrulhamento e vistorias em carros brasileiros foram intensificados nos pontos de controle. Os militares do Exército e da Guarda Nacional dizem que procuram por gêneros alimentícios e remédios, que não podem entrar no país. Na semana passada a fronteira chegou a ser fechada, conforme postou numa rede social o carreteiro Wilson Hendges.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, virá ao Brasil nos dias 26 e 27 de junho para ver a situação dos refugiados venezuelanos na cidade de Manaus. Não virá a Boa Vista, conforme veiculado na grande imprensa nacional. Pence anunciou em abril, enquanto participava da Cúpula das Américas, no Peru, que o seu governo doará US$ 16 milhões para ajuda aos venezuelanos, parte dos quais destinados a grupos de acolhimento na Colômbia e Brasil.