De que lado eu fico? Fico com o Brasil, sempre!

Hoje o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi ouvido na Polícia Federal de Curitiba. Até pensei que ele ainda estivesse morando em Brasília, mas, ao que parece, já voltou a residir na capital paranaense. No ambiente polarizado em que vivemos atualmente, qualquer crítica que se faça ao presidente Jair Bolsonaro, ou ao menos comentários favoráveis a qualquer adversário/”inimigo” – que o presidente fabrica em série -, soa como crime de lesa-pátria, confundido-se o mandatário do Executivo com o próprio Estado Nacional, o que é um grave erro. O presidente da República é um servidor público, ao qual foi outorgado um mandato, através do voto popular, para o cumprimento das suas obrigações nos termos da Constituição Federal e legislação complementar e ordinária.

Votei em Bolsonaro e o tenho defendido aqui neste blog, em grupos de redes sociais e nas conversas com amigos. Defendi sua candidatura e o meu voto ostensivamente em todas as redes sociais, o que levou muita gente a me excluir dos seus perfis. Não me arrependo, em face das outras opções de voto, e torço, rezo, para que o presidente conclua satisfatoriamente o seu mandato. Mas, como deixei bem claro na campanha 2018, fora a família, apoio incondicional só pelo Flamengo – e ainda assim, quando joga mal, eu sou campeão de xingamento contra a seleção rubro-negra.

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Qual o papel da religião na minha vida?

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Símbolos religiosos. Imagem: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/o-que-religiao.htm

Esta reflexão sobre o papel da religião na minha vida transcende os conceitos formais do termo. Ao contrário, nos desvinculamos dos academicismos teológicos, embora convirjamos, naturalmente, para os questionamentos filosóficos. Mas, afinal, qual a significado da religião na minha vida? Qual o significado de religião na sua vida, leitor? Para você, religião é libertação ou aprisionamento? Consciência ou obediência? Este artigo estava na “geladeira” há mais de ano. Mas agora, nesta sexta-feira santa, resolvi concluí-lo com uma afirmativa: atualmente – e talvez por toda a minha vida – a religião não exerce – e talvez nunca tenha exercido – qualquer papel em minha vida. Nada! A religião é um fato e não posso negar um fato. Um fato que pra mim não tem qualquer significado.

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No fim somos meros mortais

E no final somos simples mortais, como todos os seres viventes. Desde o começo determinei-me a ser alguém vitorioso. Mas em certo momento resolvi ser mendigo e pedir esmolas, como caminho para atingir a iluminação, sob a árvore da sabedoria. Depois, uma pessoa alegre. Aí um intelectual reservado e tímido, cuja obra ficasse para a posteridade, talvez fosse mais adequado. Mas agora decidi ser rico, famoso e bonito! Afinal, sou imortal. Who whants to live for ever?

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Na hora de pagar, a conta sempre vai pra quem trabalha

Apesar de ser usada pela esquerda como marco de libertação do povo do julgo da realeza, a Revolução Francesa (1794) foi um movimento burguês, basicamente surgido pela insatisfação da burguesia e do campesinato em sustentar a nobreza e o clero, com altos impostos e nenhum retorno.

Dito isto, ontem o Presidente Jair Bolsonaro vetou o art. 18 da Medida Provisória nº 927, de 22 de março de 2020, cujo teor era a possibilidade de suspensão dos contratos de trabalho, pelo prazo de até seis meses, “para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional não presencial oferecido pelo empregador, diretamente ou por meio de entidades responsáveis pela qualificação, com duração equivalente à suspensão contratual”.

O detalhe é que a suspensão não dependeria de acordo ou convenção coletiva. Quanto à remuneração, conf. o § 2º do art. 18, o empregador poderia conceder ao empregado ajuda compensatória mensal, sem natureza salarial, durante o período de suspensão contratual, “com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual”.

Nesta mesma esteira, o Congresso está discutindo proposta de redução dos salários dos servidores públicos, em até 20%, durante a crise.

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COVID-19 é o carrasco dos longevos

Tudo o que sei sobre vírus foi o que aprendi na escola primária, secundária e cursinho pré-vestibular. No cursinho, lembro bem do professor Mozart fazendo um desenho a giz – “O vírus é isto: uma cápsula de proteína”. A característica distinta, pois, é ser acelular, o único “vivente” não composto por célula: é proteína e material genético. Com inigualável mutabilidade, resulta uma excepcional máquina de guerra. Esse assassino que não sente dor, remorso ou culpa por suas vítimas, não ceifa somente vidas, mas liberdade, livre-arbítrio, sonhos e encontros.

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Eugenia, COVID-19 e nós

ALDEIA GLOBAL – Quando o filósofo canadense Herbert McLuhan (1911-1980) insculpiu este termo, na década de 60 do século passado, fomentou a ideia de que os avanços científico, tecnológico e das comunicações, reduziam o mundo a uma aldeia, onde as ações têm reações em ampla cadeia, num reduzido espaço de tempo. E o termo nunca foi tão atual, como podemos constatar nesta pandemia do COVID-19.

Outro conceito revivido pela pandemia viral é eugenia, cuja memória a civilização ocidental tenta esquecer desde a Segunda Guerra Mundial. Grosso modo, a eugenia é bifurcada em duas alas: positiva e negativa. A positiva é exemplificada no beneficiamento da espécie humana através de “cruzamentos” entre “matrizes” selecionadas, ou ainda modificação genética, de modo a produzir seres “superiores”. A negativa remonta aos nazistas, que com a solução final tentaram exterminar os judeus, considerados raça inferior, e os deficientes de toda ordem, como forma de “purificar” a raça humana.

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Novo Corona Vírus e o eixo Roraima-DF

Desde as últimas segunda e terça-feira os roraimenses têm se debatido contra a decisão prévia do presidente Jair Bolsonaro em não fechar as fronteiras do Brasil com a Venezuela e Guiana, por força da pandemia do COVID-19. No final da terça-feira, afinal, o chefe do Executivo federal decidiu pelo fechamento parcial da fronteira com a Venezuela, liberando apenas para o tráfego de mercadorias. Contudo, ao que pudemos avaliar das notícias divulgadas na imprensa nacional e local, apenas a fronteira com a Venezuela foi parcialmente fechada, ficando para livre trânsito a fronteira com a Guiana, que também deve ser fechada. Isto demonstra mais uma vez o que diz a canção interpretada por Elis Regina – que, aliás, ontem estaria completando 75 anos: “O Brasil não conhece o Brasil”.

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Um adeus…

 

 

 

 

 

Que seja breve esse adeus,
quando choraremos todas as lágrimas
e derramaremos todos os prantos

Que seja breve esse adeus,
pois a vida se nos mostra à frente,
seja na matéria, seja no espírito

Que seja breve esse adeus,
brando e pacífico, onde já não mais arde
o fogo intenso da paixão

Um adeus é sempre e tão somente adeus:
fecha a porta do passado
e abre a porta do futuro entregue a Deus…

Porta dos Fundos, Jesus Gay e a mediocridade contemporânea

Recentemente reli O Anticristo, de Nietzsche[1]. Devo ler uma terceira vez. Trata-se de uma contundente crítica ao cristianismo, mal interpretada por muita gente. É um livro curtinho, não mais de 70 páginas, ao todo. Mas o seu conteúdo é forte e envolvente, devendo ser lido com muita atenção. Foge aos tabus da crença e religião, vai direto à análise do pensamento ocidental que se moldou a partir da adoção do cristianismo como religião oficial do Estado romano. Peço desculpas ao leitor para transcrever a tradução do prefácio da obra:

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Rodrigo Janot e o crime que não cometeu

O estopim da Primeira Guerra foi um assassinato que, em si, não teria o condão de promover um conflito bélico de proporção mundial. E o assassinato de João Pessoa? Quem diria que um assunto de caráter estritamente pessoal envolvido em uma uma rixa política local iria assumir dimensão nacional e servir de justificativa para a Revolução de 1930, mudando completamente o eixo histórico do Brasil? Pois é! A História tem os seus caprichos. E se existe uma história caprichosa – e diria MARAVILHOSA! – é a história do Brasil, que o brasileiro, em geral, infelizmente, não conhece. Sugiro o canal do Eduardo Bueno no YouTube. E o momento que vivemos atualmente é um desses caprichosos episódios da história nacional, no qual, talvez, o presidente Jair Bolsonaro não seja o protagonista, mas sim o Supremo Tribunal Federal e o Sistema Judiciário, em tese, o último baluarte da República, que parece estar ruindo como uma casa velha. A minha esperança é a minha própria percepção, como diz o Eduardo Bueno, de que as forças armadas brasileiras são, essencialmente, legalistas. Mas seria viajar demais se sintetizasse uma ruptura em dois nomes: Janot e Gilmar?

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