A Verdade

Ainda mesmo
quando as palavras
de conforto
se formarem em nossos lábios,
ou os hinos de esperança
cortarem os ares
invocando o nome do Senhor,

Meu coração,
na magnitude da noite
dos vermes terrestres,
permanecerá inquieto

Minha mente,
esse verdadeiro Eu de
insaciável apetite
já não se contenta
com os fenômenos
trazidos pelas lideranças,
pelas doutrinas magníficas
que falam de Deus.

Tampouco suporta
as imposições irracionais
dos dogmas místicos
de palavras doces
que alimentam o paladar,
mas não nutrem o Ser,
essa amplo complexo
que mesmo eu não o entendo em mim.

E se não entendo a mim,
como, então,
entender o Criador?
Sim, pois é este a quem eu busco:
essa inteligência suprema,
causa primária de todas as coisas,
que repousa no vento,
que sopra as palhas do buritizeiro
sobre os verdes campos
do serrado na chuva.

Essa energia que gerou
os corpos harmônicos
na individualidade da massa,
pela mutabilidade das partículas
que levam à evolução do cosmo,
através dos movimentos
da força concentrada
que impulsiona as novas formas
pelas novas necessidades.

Assim,
como peregrino solitário,
penetro nos princípios fundamentais
da Lei maior
que rege as energias cósmicas,
cuja iniciação
oculta-se no momento
da criação.

Para chegar ao Criador
necessário é entender
a própria gênese.

Prefeito de Boa Vista prorroga prazo do REFIS

Congratulações ao prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, que prorrogou o prazo do REFIS – Programa de Recuperação Fiscal do Município – por mais 30 dias. Inicialmente o prazo terminaria hoje, 26 de março, e com a prorrogação termina do dia 25 de abril.

Os meios para aderir ao programa são os seguintes:

Telefone: 95 3621-1667

Whatsapp: 95 98411-5841

E-mail: atendimento.contribuinte@prefeitura.boavista.br

Site: http://boavista.saatri.com.br  

Portal BV Cidadão: https://portalcidadao.prefeitura.boavista.br/

 

Jair Messias Bolsonaro: a insanidade personalizada

O texto que reproduzo ao final é da autoria do nosso convidado de hoje, o Doutor (com doutorado mesmo!) em robótica Flávio José Soares Aguiar, o qual já nos brindou anteriormente com um texto sobre Nicolau Maquiavel. A crônica foi escrita no intervalo entre a divulgação oficial da eleição de Jair Messias Bolsonaro e a sua posse na Presidência.

A existência deste escrito nos foi revelada numa conversa do grupo de WhatsApp que formamos entre amigos de infância/adolescência: Turma 63/65, pois todos os membros nasceram em 1963 e 1965. Somos, portanto, todos cinquentões. Bem, o Flávio compartilhou o texto no grupo quando eu reclamei que as atitudes do Presidente, sobretudo em relação à pandemia do Corona vírus, associadas à anulação dos processos do ex-presidente Lula – que, ao menos por enquanto, torna-se elegível -, estão viabilizando a volta da esquerda. Eu revelava a minha preocupação com isso, conforme a transcrição de alguns trechos das minhas exposições na conversa, a seguir:

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Homenagem aos amigos que se foram em 2020 – o ano que ainda não acabou

O ano de 2020 ainda não acabou. Estamos sofrendo mais uma onda da COVID-19 e, no que pese as esperanças sobre as vacinas que começam a ser aplicadas no mundo – menos no Brasil -, o futuro, quanto à pandemia, ainda é incerto. Creio que da minha geração até à presente, nunca vimos tantas pessoas desencarnando: em série, quase ao mesmo tempo. São amigos/colegas de trabalho/conhecidos/parentes próximos, distantes/familiares queridos.

Fazemos aqui uma homenagem àqueles que se foram em 2020, antecipando-nos na volta ao plano espiritual. São pessoas com as quais tive contato, em maior ou menor grau. Com várias tive o privilégio de desfrutar da intimidade pessoal, como a querida Marcia Seixas. Me reservo a omitir a causa mortis daqueles que não foram vítimas da COVID. Mas, como forma de alerta, assinalamos os levados por essa doença – que não pode, sob hipótese alguma, ser minimizada.

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Brevíssima comparação entre as primeiras décadas dos séculos XX e XXI

Tenho pensado muito no século XX, até com certa nostalgia, pois nele vivi a maior parte da minha vida, até agora – pois, no final, pretendo ter vivido a maior parte da vida no presente século, com saúde, virilidade e muito dinheiro. Inevitavelmente, acabo comparando as duas primeiras décadas daquele século com as duas primeiras deste século XXI. E, não obstante todo o avanço tecnológico, a rede mundial de computadores, as redes sociais, a informação, fontes instantâneas de consulta – tudo originado no século anterior -, o que vejo é uma absurda mediocridade desses últimos 20 anos, em todos os sentidos.

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Reflexões sobre a pandemia

No início dos efeitos do SARS-COV-2 pensei em escrever um “Diário da Pandemia”, no qual descreveria os acontecimentos diários relativos à pandemia da COVID-19. Então as coisas, rapidamente, passaram de notícias do telejornal da noite para fatos do meu cotidiano. E me acovardei! Diariamente lia nas redes sociais sobre internações e óbitos de pessoas conhecidas, queridas, algumas que fizeram parte da minha vida durante algum tempo, como o querido Paulo Thadeu Neves, que resistiu ao vírus e com quem ainda mantenho laços fraternais. Outras pessoas amigos de amigos, com quem me solidarizei, parentes distantes… e três colegas/amigos/irmãos de trabalho: JOSÉ CARLOS GONÇALVES, REGINA RAMOS e NEWTON MADEIRA.

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Quando o vírus chega, acaba o blá-blá-blá

Segundo os dados divulgados hoje pela Secretaria de Estado da Saúde, aqui em Roraima estamos com 1.984 casos de SARS-COV-2 confirmados, e 60 óbitos, numa taxa de letalidade de 3,024%. Considerando a população estimada em 605.761 habitantes, conforme o Tribunal de Contas da União para cálculo do PFE – Fundo de Participação dos Estados -, a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes está em 9,90 mortos por cada 100 mil habitantes.

Estatística do dia 18/05/2020

No Brasil estes números são: 254.220 casos confirmados; 16.792 óbitos – 6,61% de letalidade – e mortalidade de 8 pessoas para cada 100 mil habitantes. Estes dados podem ser acompanhados diariamente no Painel Corona Vírus, do Ministério da Saúde, onde há muitas outras informações e orientações.

Considerando que no mundo, hoje, foram confirmados 4.618.821 casos, para 311.847 mortes, temos uma taxa de letalidade de 6,75%. Na África, são 61.163 casos confirmados, para 1.748 óbitos – mortalidade de 2,86% – gritante subnotificação. Américas, hoje: 2.017.811 casos confirmados, para 121.609 mortes – 6,03%. E Europa: 1.890.467 confirmados, 167.173 mortos – letalidade de 8,87%. Também estes números são apresentados e discutidos na página da OPAS/Brasil.

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Jair Bolsonaro já entrou para a História. Mas com que perfil?

O Brasil está em guerra. O mundo está em guerra. Diariamente centenas de brasileiros morrem em combate. Milhares de seres humanos se quedam ao inimigo comum. No momento em que escrevo, segundo dados do Google, morreram 8.022 brasileiros, para 121.600 casos confirmados – taxa de letalidade 6,60% -, e 48.221 recuperados – taxa de 39,66%. Claro que os números são mais de uma dezena de vezes maiores, penso eu, em virtude da subnotificação dos casos e das mortes, o que pode reduzir a taxa de letalidade. Mas esse vírus existe de verdade, ou é só uma invenção midiática conspiratória?

Se existe ou não existe, a questão se torna secundária quando vemos dezenas, centenas de pessoas morrendo diariamente. E não são somente mortes virtuais, como nos vídeo games ou programas sensacionalistas. São mortes de pessoas próximas, com nome, sobrenome e endereço; entes queridos, parentes de amigos, jovens e velhos, desconhecidos e famosos. Numa guerra dessas, com um inimigo letal e desconhecido, o que mais precisamos é de liderança, alguém que una a Nação e determine as diretrizes a ser seguidas, sob pena da imposição da força do Estado. É assim que funciona no modelo de Estado contemporâneo. Aliás, é assim que funciona entre todos animais gregários, mesmo entre os irracionais, em caso de iminente perigo.

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De que lado eu fico? Fico com o Brasil, sempre!

Hoje o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi ouvido na Polícia Federal de Curitiba. Até pensei que ele ainda estivesse morando em Brasília, mas, ao que parece, já voltou a residir na capital paranaense. No ambiente polarizado em que vivemos atualmente, qualquer crítica que se faça ao presidente Jair Bolsonaro, ou ao menos comentários favoráveis a qualquer adversário/”inimigo” – que o presidente fabrica em série -, soa como crime de lesa-pátria, confundido-se o mandatário do Executivo com o próprio Estado Nacional, o que é um grave erro. O presidente da República é um servidor público, ao qual foi outorgado um mandato, através do voto popular, para o cumprimento das suas obrigações nos termos da Constituição Federal e legislação complementar e ordinária.

Votei em Bolsonaro e o tenho defendido aqui neste blog, em grupos de redes sociais e nas conversas com amigos. Defendi sua candidatura e o meu voto ostensivamente em todas as redes sociais, o que levou muita gente a me excluir dos seus perfis. Não me arrependo, em face das outras opções de voto, e torço, rezo, para que o presidente conclua satisfatoriamente o seu mandato. Mas, como deixei bem claro na campanha 2018, fora a família, apoio incondicional só pelo Flamengo – e ainda assim, quando joga mal, eu sou campeão de xingamento contra a seleção rubro-negra.

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Qual o papel da religião na minha vida?

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Símbolos religiosos. Imagem: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/sociologia/o-que-religiao.htm

Esta reflexão sobre o papel da religião na minha vida transcende os conceitos formais do termo. Ao contrário, nos desvinculamos dos academicismos teológicos, embora convirjamos, naturalmente, para os questionamentos filosóficos. Mas, afinal, qual a significado da religião na minha vida? Qual o significado de religião na sua vida, leitor? Para você, religião é libertação ou aprisionamento? Consciência ou obediência? Este artigo estava na “geladeira” há mais de ano. Mas agora, nesta sexta-feira santa, resolvi concluí-lo com uma afirmativa: atualmente – e talvez por toda a minha vida – a religião não exerce – e talvez nunca tenha exercido – qualquer papel em minha vida. Nada! A religião é um fato e não posso negar um fato. Um fato que pra mim não tem qualquer significado.

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