Escrever ou não escrever. Eis a questão

Inadmissível ficar tanto tempo sem escrever… meses! Quando um antigo hábito deixa de ser praticado, é sinal que um novo hábito o substituiu. Não é o meu caso com a escrita. Estivemos apenas dando um tempo.

Já li em algum lugar, em algum tempo, que para escrever basta sentar e escrever. Concordo! Nem sempre a qualidade é o que se espera. Mas acaba não sendo tão ruim assim. Também ouvi do professor William Douglas algo no sentido: “Não deixe que o ótimo livro lhe impeça de escrever o bom livro”.

Me penitencio nos dois casos: tanto de não ter “tempo” para escrever, quanto a ser exigente e querer ótimos, excelentes textos sobre os temas mais relevantes para a humanidade, que nunca saem, em detrimento de bons textos sobre o cotidiano do boavistense. Nem sempre temos conteúdo suficiente, em todos os temas, para produzir ótimos textos. Às vezes nem mesmo bons textos, pois ninguém domina todos os campos do conhecimento humano. Einstein, por exemplo, teria dificuldade de escrever um artigo sobre a utilização dos verbos defectivos na literatura portuguesa durante o período barroco.

Passar três meses sem escrever nada… é uma espécie de suicídio intelectual e lúdico. Nos últimos meses os trabalhos têm se intensificado no meu emprego. Algo bom, gosto disso. E com essa minha “enorme” capacidade de administrar meu tempo – tanto quanto minhas finanças – não estou conseguindo espaço temporal para escrever, inclusive neste blog, o que é um absurdo!

Mas vamos dar um jeito nisso: o meu maior desafio agora é a administração do tempo e das finanças. São desafios pessoais. Não se trata exatamente de bloqueio de escritor. O bloqueio de escritor, que não é produto da imaginação, de fato existe. No meu caso, em matéria de ficção, o ótimo livro tem impedido o bom livro de ser escrito. Hoje até me arrisco a escrever o livro regular – na ficção, pois em matéria técnica o trabalho tem que ser, ao menos, médio: um bom livro. Na ficção, é claro que ainda quero ser best seller e Nobel de literatura. Mas, nesta altura do campeonato, se publicar algo medíocre, já é publicar alguma coisa. Talvez seja este mesmo o meu limite literário.

Maduro e o governo de transição: prenúncio de conflito armado?

A imagem pode conter: Wilson Hendges, céu e atividades ao ar livre
O caminhoneiro Wilson Hendges em postagem na última sexta-feira, 08 de fevereiro, fronteira Brasil/Venezuela fechada: “Neste momento na fronteira mandaram nós todos os carreteiros passarem pro lado do Brasil tá acontecendo alguma coisa pra dentro da Venezuela”. Foto: Wilson Hendges.

O presidente (?) venezuelano Nicolás Maduro tenta, a todo custo, evitar a entrada de gêneros alimentícios e remédios da ajuda internacional no território do seu país. A medida é óbvia: com a ajuda humanitária o seu governo perde poder e prestígio interno, e sucumbe à interferência externa. Maduro nega ainda que haja uma crise humanitária na república bolivariana.

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Através deste blog lamentamos profundamente a perda inesperada do jornalista, radialista e apresentador do Jornal da BAND Ricardo Boechat, ocorrida nesta manhã de segunda-feira, 11 de fevereiro/2018. Consternado e ainda não acreditando no ocorrido, estendemos os nossos sentimento aos familiares, amigos e fãs, nos incluindo entre os últimos. Boechat era nosso companheiro diário no Jornal da BAND. Que seu violento desencarne seja acompanhado pela espiritualidade superior. Que assim seja

William Waack anuncia o sepultamento político de Lula

O jornalista William Waack comenta a segunda condenação do ex-presidente Lula neste vídeo do seu canal no YouTube – WW -, e chaga, em geral, às mesmas conclusões que chegamos em nosso artigo “Lula da Silva: uma caricatura de si mesmo“.

Lula da Silva: uma caricatura de si mesmo

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Foto: divulgação internet.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a sua segunda condenação na Operação Lava Jato: 12 anos e 11 meses de prisão pela juíza Gabriela Hardt. A pena é decorrente do processo que apurou o recebimento de propinas pelo ex mandatário, benesse configurada pelo sítio de Atibaia.

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Pelos Versos de Vinícius

Parafraseando o Poetinha,

Eu ando triste por te adorar

E a vida insiste em se mostrar

Mais distraída dentro de um bar.

 

O nosso assunto já se acabou,

O que era junto se separou,

O que era muito se definhou.

 

Mas ainda existe um amor que mente

Para esconder que o amor presente

Não tem mais nada para dizer.

 

São os versos do Poetinha

Que os tomo emprestado

Para fazer suas as minhas palavras,

Meus sentimentos, pensamentos,

Devaneios matinais.

Boa Vista, 10/09/2007.

A esquerda conservadora tupiniquim

As experiências de governos de esquerda têm deixado rastro de fome, dor, sofrimento e morte. O totalitarismo não admite alternância de poder, usando todos os meios possíveis para conservar a hegemonia, inclusive assassinato, como pudemos ver nas eleições presidenciais de 2018. Imagem: Iba Mendes.

Ainda estamos em 2018. A transição está sendo gradativa. É preciso que os setores da esquerda conservadora despertem e percebam que as coisas estão mudando, com ou sem “resistência”.

O comentário acima foi escrito na apresentação de um artigo deste blog no Facebook. Um amigo comentou: “Esquerda conservadora é ótimo… kkk”. Eu respondi:

A esquerda é conservadora em toda a nossa experiência histórica, uma vez no poder. Não admite adversários, eleições livres e diretas. Não tolera posições contrárias.

A propaganda ideológica implantou no consciente coletivo que esquerda significa democracia, liberdade de expressão, liberdade de identidade sexual, respeito aos direitos humanos, direito das “minorias” – em uma palavra: progressista –, enquanto direita é sinônimo de conservadorismo social, oposto a todas as liberdades e direitos.

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2018 ainda não acabou

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Em Davos o presidente Bolsonaro fez um discurso conciso, sem malabarismos. Mais importante foi o que se encaminhou nas reuniões setoriais com a equipe de governo. Foto: divulgação.

É clichê, mas 2018 ainda não acabou. Tivemos carnaval, Copa do Mundo, eleições federais, estaduais e muitos, muitos acontecimentos entre um evento e outro. Eventos inéditos, nunca antes vistos na história deste país. O estado de Roraima não deixou a desejar: atraso nos salários dos servidores do Executivo, dívidas bilionárias, prisão do filho da governadora e membros do primeiro escalão, além de duas intervenções federais –  a primeira no sistema penitenciário e, não sendo o suficiente, a intervenção geral, com tropa militar na Fazenda e Planejamento. Por conta do esfaqueamento sofrido durante a campanha, o hoje presidente Jair Bolsonaro acaba de sofrer a terceira intervenção cirúrgica, desta vez para retirar a bolsa de colostomia.

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Nossa linda juventude termina em velhice. Ou não!

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Imagem: https://www.pensador.com/frase/NDQ1/

 

Nossa linda juventude
Página de um livro bom
Canta que te quero
Cais e calor
Claro como o sol raiou

(Flavio Venturini/Marcio Borges)

E então um dia nos olhamos no espelho e não reconhecemos mais a pessoa da juventude. Os cabelos caíram, as olheiras se aprofundaram, a barriga nunca esteve tão grande e a massa muscular já faz falta. E o pior: a libido não é mais a mesma – embora não necessariamente tenha acabado, só não tem mais aquela de “pau pra toda obra”. É quando percebemos que os anos se passaram e nos perguntamos onde e quando vivemos tudo isso.

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A morte do rato e a execução da Fazenda

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Era uma grande e produtiva fazenda, com o mais rico dos solos. Os animais convivam em harmonia, fartura e bonança. Todos os dias o dono jogava milho pra galinha, punha restos pro porco, sal pro boi e pasto não faltava pro cavalo.

Até que um dia o rato comeu algo envenenado e começou a se contorcer. Alimentados e felizes, os outros bichos não deram a mínima, enquanto o dono da fazenda  ignorava o fato.

A cobra, vendo aquele petisco, resolveu fazer uma boquinha e engoliu o rato envenenado. Logo a cobra também entrou em agonia, e os animais não se importaram. A galinha foi bicar o milho, o cavalo saborear capim, o boi se empanturrar de sal, e o porco fartar-se no babujo.

Desesperada e sedenta, a cobra corre até o camburão d’água, no momento em que a mulher do dono da fazenda resolve lavar roupa no giral. Ao enfiar a cuia na água, é mordida pela cobra. Aos gritos de dor e atordoada pelo envenenamento, a mulher é levada pelo marido no cavalo à galope, que cai na ribanceira e sofre fratura exposta. A mulher também tem sangramento e o seu sangue se mistura ao do cavalo, que morre envenenado. Na queda, o dono quebra o pescoço.

Na fazenda não ficou mais ninguém pra dar milho à galinha, sal pro boi, babujo pro porco. Em breve as pragas daninhas tomam conta do solo. A galinha e o porco morrem de sede e fome, e um ladrão abate o boi. Como ninguém pagou a hipoteca da fazenda, o imóvel foi executado pelo banco.

Moral da história: se alguém tivesse feito algo na morte do rato, todos ainda estariam vivos e a fazenda bela e produtiva. Foi assim que aconteceu na gestão Suely Campos: desde sempre se ouviu falar de malversação do dinheiro público e que o Estado virara um balcão de negócios; assunto pra Polícia Federal e Ministério Público.

Então o governo não pagava as terceirizadas; mas os salários dos servidores estavam em dias e ninguém se importou. Depois não estavam repassando o dinheiro dos consignados, nem do IPER (Instituto de Previdência). Com os salários em dias, tudo bem, uma hora vão ter que repassar esses valores. O calendário de pagamento mudou e passamos a receber no dia 10. Até aí… beleza! Era só se adequar.

Os salários da administração indireta atrasaram: fato isolado, são elefantes brancos mesmo. Atraso dos comissionados – quem mandou não estudar pra concurso? E “de repente”… crash! Não tem mais salário pra ninguém! – e a Fazenda foi executada.