Este não é um blog de notícia

Este não é um blog de notícia. Até porque já não sou mais jornalista, no sentido legal. É um  blog de análise – dentro das nossas limitações. Um blog de reflexões sobre o cotidiano, de crônica, de poesia, de literatura. Economia e Direito são “panos de fundo”, são meios e não fins. É um blog egotístico. Não que ignoremos as opiniões alheias. São as mais importantes, na medida em que compõem o amálgama de ideias que pretendemos formar aqui. Temos a prepotência de criar conceitos, e os conceitos surgem de um contexto analítico, a partir de um elemento, indivíduo, catalisador das ideias. Em outras palavras, este seria o papel do filósofo, ao que não nos arvoramos, contudo.

Leia mais

ELEIÇÕES 2018 – Rudson Leite

Rudson Leite – esquerda – com o senador Ricardo Ferraço (PSDB)

Nascido em 1963 na cidade de Boa Vista e criado no Orinduque, município de Uiramutã, é administrador de empresa, tendo ocupado a direção de mineração da CODESAIMA (Companhia de Desenvolvimento de Roraima). Filho de nordestinos retirantes – pai maranhense e mãe potiguar – é o presidente regional do Partido Verde e  mantém um blog com o seu nome. O nosso entrevistado de hoje em Eleições 2018 é Rudson Leite, pré candidato ao Senado, e senador da República a partir de 05 de junho próximo, substituindo temporariamente o senador Telmário Mota.

Leia mais

Cachaça e poesia – Sérgio Murilo

Da esquerda pra direita: o músico Luiz Carlos Pereira, recentemente desencarnado, e o poeta Sérgio Murilo, bebemorando a música e a poesia.

Sou um poeta fecundo,
espargindo mel e flores,
sucumbindo prantos, dores.
Emanando o amor pelo mundo.

Sou também, errante.
Derramo, por vezes, a peçonha.
Boto de lado a vergonha
e me faço um ser lancinante.

Ora, adoro brincar com as cores,
embalado por doce melodia.
Ora, açodo os dissabores,
evidenciando a minha rebeldia.

Sou um bardo sem pudores,
banhado de cachaça e poesia.

 

Sérgio Murilo

A morte

Tenho refletido um pouco acerca da morte. Apesar da minha formação espírita, tenho cá minhas muitas dúvidas sobre o tema. Outro dia fui ao cemitério municipal. Passeei entre os túmulos, enquanto conjecturava sobre as aflições que tenho enfrentado ultimamente. Encontrei de muita gente conhecida, amigos que já desencarnaram. Homens públicos, inclusive Ottomar Pinto. Pessoas com quem eu deveria ter me relacionado de mais perto e perdi a oportunidade. Outras que encontrava nos botecos da vida. E ainda um ex-aluno meu, jovem empresário. Tão jovem mesmo. A única certeza que temos na vida: a morte. É, portanto, algo natural, tão natural quanto o nascimento.

Leia mais

Ao meu passado

Diante da estante de livros velhos
vejo o meu tempo corrido, passado,
muito mal passado, tempo sofrido,
tempo sonhado, tempo vivido, gozado

Vejo meu tempo corrido, perdido,
muito tempo perdido, complicado,
perplexo, mal aplicado, devaneios,
depressão, sinceros antolhos

Tinha muito tempo, meu próprio tempo,
todo o tempo do mundo pra gastar,
esbanjar, pernoitar, esperdiçar

Mas agora a ampulheta
tem menos da metade da areia,
e caindo! Esvaindo…

 

Boa Vista, 10/05/2018

Eu também sou brasileiro e deixo tudo para a última hora


Hoje, 09 de maio, é o último dia para transferir e regularizar o título de eleitor. Quase todo mundo deixou para a última hora.

Todos os dias, a caminho do trabalho, eu passo em frente ao Cartório Eleitoral, na avenida Santos Dumont, e até semana passada via tudo vazio, os servidores até conversando, pois não tinha o que fazer. Há poucos dias a minha mulher esteve lá para trocar o local de votação e foi prontamente atendida, pois não havia fila. Na segunda-feira quase não tinha ninguém. Mas hoje, quarta-feira dia 09, último dia, a fila está quilométrica. E a cada minuto aumenta mais…

A fila quilométrica segue na Santos Dumont e dobra na Ville Roy. Só falta cair uma chuvinha, pra aliviar o calor.

Ainda sobre a prisão em segunda instância

Direito: no Brasil é instrumento da defesa de minorias.

Em post anterior eu já abordei um dos aspectos técnicos que fundamentam minha posição sobre a possibilidade de cumprimento da pena após decisão em sede recursal da segunda instância: basicamente, porque a presunção de inocência, insculpida no inciso LVII, art. 5º da CF/88, é relativa ou condicionada até prova em contrário, e não implica, necessariamente, no não cumprimento da pena, mesmo que em caráter provisório. Neste artigo abordo o aspecto material do ordenamento jurídico em face da necessidade de resposta à sociedade, maioria quantitativa da população em um Estado cujas instituições têm sido geridas com foco no “direito das minorias” e usual descuido dos seus próprios deveres.

Leia mais

O Brasil que eu quero

Então eu ligo o computador e, enquanto o windows carrega, fico pensando no Brasil que eu quero. Bem que queria enviar o meu vídeo para essa campanha da Rede Globo de Televisão. Mas em primeiro lugar acho a ideia ridícula, algo pensado simplesmente para manter as pessoas ligadas na telinha do plim-plim. O que isso poderá acrescer a nós, brasileiros? Ao país? Tudo inútil. Mas o anjinho vem e me diz que eu estou sendo radical, pequeno-burguês que detém um blog de grande penetração e fantástica capacidade de expressar o pensamento através da escrita, o que não é o caso do brasileirinho comum, público-alvo da campanha.

Leia mais

ELEIÇÕES 2018 – Kardec Jakson

Kardec Jakson: “monitoramento integral das cidades, um Big Brother da segurança pública”.

Nascido em 1970 na cidade de Urucará, estado do Amazonas, chegou a Roraima em 2002 para tomar posse no cargo de Auditor Fiscal do Tribunal de Contas do Estado. Casado, pai de 3 filhas, é formado em Administração, com pós-graduação em Gestão Pública e Auditoria Governamental. Atualmente ocupa o cargo de Fiscal de Tributos do Estado de Roraima. O pré-candidato a deputado federal pelo PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, Kardec Jakson, é o nosso entrevistado de hoje em ELEIÇÕES 2018.

Leia mais

Reflexões de um só

Foto: Assis Cabral

Murmúrio pálido de um corpo
que sofre as desgraças
da dor de não ter ninguém

Oh! solidão demoníaca,
que saudades me vêm
dos tempo de criança,
quando sozinho brincava
sob os olhos da avó querida

Ou quando cantava
às paredes, no banho de cuia
e minha mãe ouvia aquele cântico

Saudade atroz!
Do murmúrio forte
do vento que soprava no teto
da casa de taipa,
na minha terra querida,
carregando o coraçãozinho
de forte esperança na criança
que em verdade
nunca soube da vivência
de ter grandes amigos

Dor máxima,
de intensidade maior
que os ventos noturnos,
daqueles que quase arrancam as palmas
dos buritizeiros nos campos
verdes do lavrado macuxi

Dor máxima,
mais forte que o sol
que queimava meu rosto
quanto tentava, contra o vento,
levar, a pedaladas,
a bicicleta adiante

Dor… Dor…
dor da saudade
da solidão das estrelas,
quando lembro meu céu
cheio de cores,
da minha lua de esplendor maior

Dor mais forte ainda quando,
na madrugada calorenta e abafada
(tão diferentes das minhas madrugadas
amenas de vento forte da savana)
acordo sedento e não há
nenhuma gota d’água
para aliviar a sede dos tempos d’outrora

Não vejo mamãe…
não vejo maninha…
não vejo maninho…

Manaus, 07/08/87