O Brasil não é um país pacífico, regimes de exceção são a regra, e a democracia exceção. Quem quer a volta da ditadura militar?

Brasil, o segredo lusitano
Desde as caravelas de Cabral, em 1500, até a independência, em 1822, o Brasil esteve sob o regime centralizador de Portugal. Ilustração: site Resumo Escolar.

O título deste artigo resume tudo. O Brasil nunca foi um país pacífico, engana-se quem assim pensa. Quem quer a volta da ditadura militar? Engana-se quem imagina que isso vai resolver. Será apenas o retorno de uma prática constante em toda a história nacional: os militares concorrendo com o estamento burocrático. Regimes não democráticos têm sido a regra. Os períodos de democracia são exceção. E nunca se viveu um período tão longo como o atual. Em todo caso, corrupção sempre existiu, sempre houve patrimonialismo e clientelismo, herança dos nossos fundadores. Há tempos queríamos escrever algo parecido com este artigo, mas nos faltava tempo e disposição para elencar cronologicamente os fatos históricos, o que nos foi poupado por uma mensagem anônima de WhatsApp que me foi repassada pelo amigo Edson Paiva, a qual compartilhamos integralmente com o leitor ao final do post.

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Vice-presidente dos EUA virá ao Brasil nos dias 26 e 27 de junho e visitará refugiados venezuelanos em Manaus

Resultado de imagem para mike pence venezuelaO vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, virá ao Brasil nos dias 26 e 27 de junho para ver a situação dos refugiados venezuelanos na cidade de Manaus. Não virá a Boa Vista, conforme veiculado na grande imprensa nacional. Pence anunciou em abril, enquanto participava da Cúpula das Américas, no Peru, que o seu governo doará US$ 16 milhões para ajuda aos venezuelanos, parte dos quais destinados a grupos de acolhimento na Colômbia e Brasil.

A questão que fica no ar é: por que o vice-presidente Pence não será trazido a Boa Vista, e mesmo a Pacaraima, já que Roraima é a unidade federativa que mais sofre o impacto da imigração, e que mais precisa da aplicação desses recursos? O que não significa que o dinheiro será gerido pelos executivos estadual ou municipais, mas pelo próprio Alto Comissariado da ONU, a quem será direcionada a maior parte.

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SESC Roraima promove amanhã, dia 06, o Literatura Em Cena – Filhos do Norte, Netos do Nordeste

O SESC Roraima promoverá, entre os dias 06 e 08 de junho, quarta, quinta e sexta-feira, o II SESC Literatura em Cena, no Espaço Multicultural Amazonas Brasil, SESC Mecejana. Serão cerca de 20 escritores de Roraima em sessões de autógrafos. Presenças já confirmadas: Aldenor Pimentel, B.C. Garmatz, Darkson Mota, Devair Fiorotti, Edgar Borges, Edison Eroquês, Jaime Brasil, João Jungues, Lindomar Bach, Marcelo Perez, Roberta Cruz, Sérgio Murilo, Sony Ferseck, Tanner Menezes, Walber Aguiar, Zanny Adairalba. Não estarão presentes mas terão seus livros à disposição do leitor: Simão Farias e Roberto Mibielli. Entrada gratuita!

O Tema central do evento é Filhos do Norte, Netos do Nordeste, inspirado no poema musicado de autoria do poeta e filósofo Eliakim Rufino, que fará um show de abertura amanhã, dia 06, às 9h. Imperdível!

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Brasileiro prefere o estamento burocrático na hora do voto

Estamento burocrático: o patrimonialismo de sempre. Arte: internet.

Historicamente os candidatos de direita não empolgam o eleitor brasileiro. E quando nos referimos à direita, queremos expressar a proposta do Estado mínimo, que incentiva e facilita a iniciativa do indivíduo, com menos burocracia na constituição legal de empresas, ampliação do campo de atuação da iniciativa privada, sem a concorrência desleal do próprio Estado, seja diretamente, como proprietário dos meios de produção, seja indiretamente, na corrupção das despesas governamentais e gestão das empresas estatais e paraestatais, carga tributária não confiscatória e livre relação capital-trabalho. Não ao assistencialismo. Foco de atuação voltado para a segurança externa e interna, e infraestrutura básica. Saúde e Educação, a rigor, também ficam a cargo da iniciativa privada. Enfim, um Estado em que as diretrizes da economia e, consequentemente, das relações sociais, sejam definidas pelo mercado, e não por planos econômicos. Prova disso que os candidatos capitalistas têm sempre desempenho pífio: Antônio Ermírio de Moraes, Silvio Santos, Guilherme Afif Domingues e, pelo menos por enquanto, Flávio Rocha (PRB). Alguns sequer conseguem formalizar a candidatura, pois, em regra, o “sistema” escolhe e elege burocratas representantes de velhas oligarquias políticas.

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Comitê Gestor do Simples Nacional publica resolução reconsolidando Regulamento

Foi publicada no Diário Oficial da União do dia 24 de maio/2018 a Resolução CGSN nº 140, de 2018,  que reconsolida o Regulamento do Simples Nacional. Conforme divulgado no site da Receita Federal, “A reconsolidação promove a simplificação tributária ao reunir em um único ato normativo os dispositivos a serem observados pelas empresas optantes por esse regime tributário”.

“A reconsolidação do Regulamento do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) visa promover a simplificação tributária, na medida em que, em um único ato normativo, estão contidos todos os dispositivos a serem seguidos pelas empresas optantes, bem como pelas administrações tributárias da União, Distrito Federal, Estados e Municípios.
Foram revogadas trinta resoluções na íntegra, e duas resoluções parcialmente.

A nova resolução produzirá efeitos a partir de 1º de agosto de 2018, exceto quanto ao art. 144, que terá vigência imediata.

O art. 144 determina que o contribuinte poderá apresentar um pedido de parcelamento convencional por ano-calendário. Esse limite fica alterado para dois durante o período previsto para a opção pelo parcelamento de que trata a Lei Complementar nº 162, de 6 de abril de 2018 (PERT-SN). A alteração excepcional desse limite decorre da eventual necessidade de incluir, em parcelamento convencional, débitos tributários do Simples Nacional a partir da competência de dezembro de 2017, não alcançados pelo PERT-SN.”

Sala de Visita – Assis Cabral

Assis Cabral: “Acredito que a inteligência sobrevive ao corpo biológico. Mas posso estar enganado”.

O nosso convidado de hoje não é bem um convidado. É o “dono” do blog: Assis Cabral. Portanto, vamos pular a parte das apresentações, pois há um perfil disponível na página Sobre o Autor.

A ideia deste post foi minha, o Assis entrevistador. Desde que nos entendemos por gente conversamos como se fossemos duas criaturas distintas. Há contradições, discussões, com uma certa autonomia de pensamento. Mas há também muita confidência e cumplicidade entre nós. Acho que conheço o Assis entrevistado melhor do que ele a si mesmo,  e sei que há muita coisa que tem receio de divulgar, sente dificuldade de expressar, seja por medo do ridículo, seja por falta de convicção, pois as ideias ainda estão em formação. Sem contar que se trata e uma pessoa extremamente tímida, embora não pareça.

Ah, o insight para esta entrevista me surgiu quando o vi ouvindo um audiobook  do Nietzsche. Aí já viu, né?

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Este não é um blog de notícia

Este não é um blog de notícia. Até porque já não sou mais jornalista, no sentido legal. É um  blog de análise – dentro das nossas limitações. Um blog de reflexões sobre o cotidiano, de crônica, de poesia, de literatura. Economia e Direito são “panos de fundo”, são meios e não fins. É um blog egotístico. Não que ignoremos as opiniões alheias. São as mais importantes, na medida em que compõem o amálgama de ideias que pretendemos formar aqui. Temos a prepotência de criar conceitos, e os conceitos surgem de um contexto analítico, a partir de um elemento, indivíduo, catalisador das ideias. Em outras palavras, este seria o papel do filósofo, ao que não nos arvoramos, contudo.

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ELEIÇÕES 2018 – Rudson Leite

Rudson Leite – esquerda – com o senador Ricardo Ferraço (PSDB)

Nascido em 1963 na cidade de Boa Vista e criado no Orinduque, município de Uiramutã, é administrador de empresa, tendo ocupado a direção de mineração da CODESAIMA (Companhia de Desenvolvimento de Roraima). Filho de nordestinos retirantes – pai maranhense e mãe potiguar – é o presidente regional do Partido Verde e  mantém um blog com o seu nome. O nosso entrevistado de hoje em Eleições 2018 é Rudson Leite, pré candidato ao Senado, e senador da República a partir de 05 de junho próximo, substituindo temporariamente o senador Telmário Mota.

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Cachaça e poesia – Sérgio Murilo

Da esquerda pra direita: o músico Luiz Carlos Pereira, recentemente desencarnado, e o poeta Sérgio Murilo, bebemorando a música e a poesia.

Sou um poeta fecundo,
espargindo mel e flores,
sucumbindo prantos, dores.
Emanando o amor pelo mundo.

Sou também, errante.
Derramo, por vezes, a peçonha.
Boto de lado a vergonha
e me faço um ser lancinante.

Ora, adoro brincar com as cores,
embalado por doce melodia.
Ora, açodo os dissabores,
evidenciando a minha rebeldia.

Sou um bardo sem pudores,
banhado de cachaça e poesia.

 

Sérgio Murilo

A morte

Tenho refletido um pouco acerca da morte. Apesar da minha formação espírita, tenho cá minhas muitas dúvidas sobre o tema. Outro dia fui ao cemitério municipal. Passeei entre os túmulos, enquanto conjecturava sobre as aflições que tenho enfrentado ultimamente. Encontrei de muita gente conhecida, amigos que já desencarnaram. Homens públicos, inclusive Ottomar Pinto. Pessoas com quem eu deveria ter me relacionado de mais perto e perdi a oportunidade. Outras que encontrava nos botecos da vida. E ainda um ex-aluno meu, jovem empresário. Tão jovem mesmo. A única certeza que temos na vida: a morte. É, portanto, algo natural, tão natural quanto o nascimento.

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